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Como criar conteúdo relevante e consciente para o Janeiro Branco

  • 13 de jan.
  • 3 min de leitura

Marcas, criadores e empresas podem se posicionar com consciência emocional e não apenas com frases prontas.

Por Cristhian Campos


Todo início de ano, o Janeiro Branco reaparece nas redes sociais trazendo uma pauta fundamental: a saúde mental. E, junto com ele, surge também um comportamento recorrente do marketing: frases de efeito, artes bonitas, discursos genéricos e profissionais correndo para “não ficar de fora” de mais uma causa relevante.

Do meu ponto de vista, como profissional de marketing e estudante do universo da psicologia, eu confio que marcas e profissionais realmente queiram apoiar causas genuinamente. O problema é que, no fluxo da manada digital e na velocidade com que as informações chegam e vão, muitos não sabem como fazer isso, não se planejam ou simplesmente esquecem e acabam criando um post em cima da hora apenas para marcar presença.


A questão é:

Isso é apoio real ou só posicionamento estético?

Homem sentado em uma poltrana, usando um suéter verde em um cenário aconchegante
Cristhian Campos - CEO da Editora Crito

Você não é obrigado a participar!

Vou compartilhar um exemplo… Todos os anos, no Setembro Amarelo, eu vejo o mesmo cenário: uma arte genérica, alguém vestindo uma camisa amarela e a frase “ninguém solta a mão de ninguém”. Mas essa mensagem realmente ajuda quando a pessoa que está lendo já soltou a própria mão de tudo?


Quais ferramentas sua marca oferece para identificar pessoas em vulnerabilidade emocional? Que protocolos existem dentro da sua empresa para apoiar um colaborador em crise? Você compartilha frases de efeito enquanto, ao longo do ano, normaliza o deboche quando alguém fala de ansiedade, exaustão ou esgotamento?


Essas incoerências não passam despercebidas.

Elas constroem, ou destroem, a percepção da sua marca.


A causa precisa estar alinhada à sua persona

Apoiar uma causa não começa no feed. Começa no branding.


Quando a bandeira que você levanta está alinhada com a sua persona, seus valores e sua proposta, você para de improvisar e começa a agir com estratégia. Você entende como aquela causa pode impactar positivamente sua marca e, principalmente, as pessoas que estão do outro lado da tela.


Criar conteúdo explicando o que é o Janeiro Branco e dizendo que apoia não é mais suficiente. É preciso criar atitudes reais e concretas.


Mulher sentada no sofá, com os olhos fechados e o rosto voltado para a luz do sol que entra pela janela, transmitindo uma sensação de calma e meditação.
(Reprodução/FreePik)

Atitude também é posicionamento

Apoiar uma causa pode assumir formas diferentes:

  • Informação de qualidade

  • Investimento em projetos sociais

  • Parcerias com instituições sérias

  • Campanhas de conscientização contínuas

  • Criação de protocolos internos de cuidado

  • Abertura de espaços de escuta


Nem toda participação precisa ser informativa. Às vezes, ela é estrutural. 

Se você é dermatologista, por exemplo, pode usar o Janeiro Branco para orientar pacientes sobre estética sem se tornarem reféns da pressão social por procedimentos. Se você tem uma marca de produto, pode desenvolver uma campanha de apoio a instituições de terapia social.


Ou se você não tem segurança para falar do tema, pode amplificar vozes de profissionais capacitados e compartilhar conteúdos responsáveis.

Isso também é marketing. 


Os três questionamentos que toda marca deveria se fazer

Antes de publicar qualquer arte ou frase motivacional, responda:

  1. Como está a saúde emocional da minha equipe?

  2. Que vivências mais saudáveis eu incentivo dentro da empresa?

  3. De que forma eu posso ajudar as pessoas que me acompanham a entender que a vida delas vale a pena?

Se essas respostas não existirem, o post vira apenas um enfeite bonito.


Branding, marketing e ética caminham juntos

Falando de forma prática, como marketing e comercial: Sim, é possível utilizar datas como o Janeiro Branco a favor da sua marca. Isso faz parte do branding. 


Mas isso exige estudo de persona, clareza de posicionamento, definição das causas que sua marca sustenta e criação de rotas reais de atuação.


Sem isso, o risco é transformar uma pauta séria em uma ação rasa e superficial.


Conclusão

O objetivo deste texto não é te ensinar cada detalhe. É te desafiar a refletir e agir.

Mais do que postar, construa presença. Mais do que apoiar, se comprometa.


Porque, no fim, marcas não são lembradas pelo que dizem mas pelo que fazem quando o assunto é humano.


Palavras-chave: janeiro branco, marketing consciente, branding, saúde mental, marketing e psicologia, posicionamento de marca, campanhas sociais, conteúdo com propósito, saúde emocional



Se interessou por esse tema e gostaria de debater sobre ou tirar dúvidas de como pode incluir causas sociais em sua marca? Envie uma mensagem no Instagram @saudeemrede.

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